17 de nov de 2009

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Cromossomo

Britânica faz campanha por sexo para filho com Down

19/03/2009 - 07h37

Da BBC Brasil

Britânica faz campanha por sexo para filho com Down


A mãe de um jovem britânico portador da Síndrome de Down deu início a uma campanha para que o filho consiga ter relações sexuais, numa iniciativa que foi registrada em um documentário pelo canal 3 da BBC. Lucy Baxter quer que o filho, o ator Otto Baxter, de 21 anos, tenha todas as experiências que outros jovens de sua idade têm, incluindo sexo.

"Você não vai à escola secundária (equivalente ao ensino médio no Brasil) sem estar cercado por referências a sexo", afirma Lucy".

Otto decidiu que queria que uma de suas amigas, Hannah, fosse sua namorada, então escreveu sobre todas as coisas que gostaria de fazer com ela. "As coisas que eu gostaria de fazer com a Hannah são tomar uma ducha junto, lavar suas costas e passar um dia largado na cama com ela. Também ir ao cinema e fazer coisas assim", escreveu. Mas Hannah disse que queria permanecer apenas como amiga.

"Se ele não conseguir uma namorada, vou me sentir realmente mal, porque eu sempre vendi para ele essa ideia de que ele é igual a todo mundo. Por isso estou trabalhando tanto para ajudá-lo com isso", afirma Lucy.

Ela diz que sua campanha não é somente para que seu filho tenha um relacionamento sexual.

"Às vezes ele acorda triste de manhã. Ele simplesmente quer uma namorada", explica. "Eu realmente quero. Estou numa missão para encontrar uma namorada. O motivo é que eu quero ter sexo. Estou procurando namoradas em todo lugar", complementa Otto.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/bbc/2009/03/19/ult4432u2094.jhtm

Sindrome de Down na Adolescência

A pessoa com Síndrome de Down, quando adolescente e adulto, atualmente, tem uma vida quase independente. Ela pode ter uma vida social como qualquer pessoa: estudar, praticar esportes, viajar, freqüentar festas, namorar e outras atividades. Quando chega à adolescência tem desenvolvimento semelhante ao de outros adolescentes, os interesses são semelhantes, tem necessidade de maior autonomia e intimidade. A adolescência é frequentemente um período de desafios para o jovem e sua família. É um período em que ocorrem muitas mudanças físicas, que são acompanhadas por mudanças de comporta-mento e sentimentos.

Desde 2002 faço palestras sobre a minha vida por todo o Brasil. Eu tenho muitos planos. Quero arrumar namorada, morar sozinho, ser independente, fazer faculdade e aprender a dirigir. Hoje faço trabalhos como modelo e ator e o meu maior sonho é trabalhar na TV.

FONTE: http://www.ingainformatica.com.br/maringa_ensina/artigos/visualiza_artigos.php?id_artigo=117#

Sexo e Deficiência Mental

Conversa sobre SEXO - Importância de os pais conversarem com filhos com deficiência mental

Especialistas destacam a importância de os pais conversarem sobre sexo com os filhos com deficiência mental Lilian Laranja O desejo sexual entre pessoas com retardo mental é uma realidade que, durante muito tempo, foi reprimida por familiares e pela sociedade. Receosos de que seus filhos manifestem a sexualidade em público ou de que sejam vítimas de abuso, muitos pais ainda reprimem um instinto natural a todo o ser humano. Os especiais também sentem prazer estimulando o corpo, querem afeto, apaixonam-se e até sonham com casamento. Mas, freqüentemente, são vistos como pessoas assexuadas, presas à infância, ou hipersexuadas, muito impulsivas. - A masturbação em público ocorre muito mais por falta de orientação - explica a bióloga e doutora em Educação Eva Regina Carrazoni Chagas, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Enquanto nos Estados Unidos há um programa que ensina portadores de retardo mental a namorar, no Brasil os passos são tímidos. Não há orientação sexual formal nas escolas especiais, por exemplo. Mas discussões em pequenos grupos estão avançando. Muitos especialistas acreditam que, dependendo do grau de compreensão, eles podem aprender a lidar com a sexualidade e a nutrir relações amorosas. Médico em uma escola para especiais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Porto Alegre, o neurologista Cezar Collar conta que vê alunos enamorados. Eles dançam juntos nos bailes, às vezes andam de mãos dadas e costumam se visitar, acompanhados dos pais.

As incertezas são semelhantes aos adolescentes normais. - Um menino com síndrome de Down perguntou se poderia casar e se teria filho com Down. Eles têm muitas dúvidas: se beijo engravida, sobre tamanho de pênis. E os pais, muitas dificuldades. Mas os riscos de doenças e de gravidez não são evitados com o silêncio - alerta Eva. O tema deve ser falado na medida em que a pessoa demonstra interesse, destaca o psicólogo e psicanalista Luciano Vignochi. Apesar de todos terem o instinto sexual, o desejo se relaciona à linguagem e à cultura. - Reconhecer a sexualidade tem relação com a vontade de que a vida continue. Sua negação está ligada à morte ou à falsa promessa de uma infância infinita. É importante permitir um espaço de conversa - diz o psicólogo.

A autonomia para tomar decisões e o discernimento são habilidades necessárias para a manutenção de um relacionamento amoroso, salienta o pediatra Délio José Kipper, do Hospital São Lucas da PUCRS, preocupado com os riscos. - Em muitos casos, funciona melhor a proteção do que a conversa - afirma. Como lidar: * Mostre que é preciso autorização para tocar no corpo de outra pessoa. Isso pode ser trabalhado na troca de carinho e abraços, nas brincadeiras e na dança; * A família não deve ignorar ou reprimir atitudes de motivação sexual, como a masturbação. Explique onde é permitido. * Sexualidade inclui afetividade, expressão e conhecimento do corpo. Estimule o deficiente mental a se cuidar, escolher suas roupas e a se arrumar sozinho; * Converse sobre doenças sexualmente transmissíveis e risco de gravidez; * O método anticoncepcional deve ser escolhido com um médico; * Para evitar abuso sexual, evite expor o deficiente mental em situação de risco e deixe claro que as outras pessoas só podem tocá-lo com intimidade se ele permitir; * Gravidez deve ser analisada. ”



Autoria: Lilian Laranja - Rede SACI Data: 17/7/2006
Disponível em: http://www.serdown.org.br/serdown/artigos/artigo.php?cod_artigo=44