10 de nov de 2009

Diferentes e Especiais

Encontrei este artigo, achei muito esclarecedor e gostaria de compartilhar com vocês.

"No século XIX, o médico inglês John Langdon Down foi nomeado diretor de uma clínica para crianças com deficiência mental nos arredores de Londres.
Alí, teve oportunidade de estudar os sintomas dos pequenos pacientes. Em 1862, registrou o caso de um deles : baixa estatura, dedos curtos e pálpebras atípicas. Mais tarde, a doença do garoto ficaria conhecida pelo nome do médico, o primeiro a descreve-la.
A causa genética da síndrome de down, porém, só seria descoberta um século depois. Em 1959, o pediatra francês Jérome Lejeune constatou que crianças com a síndrome possuíam três cópias do cromossomo 21, em vez de duas.
Por muito tempo, pessoas com síndrome de Down - ou tríssomia 21 - foram consideradas " retardadas " e portanto incapazes de levar vida normal. Mas essa visão começou a mudar. Psicólogos , médicos, e professores especializados em educação especial sabem hoje que um diagnóstico na infância não significa necessáriamente que a criança terá poucas opções na vida - desde que ela tenha acesso a uma educação especial. E na sociedade, crianças com Down vêm sendo mais aceitas como normais.
Limitações físicas continuam a ser um desafio para quem tem a síndrome. O Tônus muscular baixo em geral faz com que a língua fique para fora da boca. Há também problemas nas juntas, na visão, audição e tireóide, além de sensibilidade maior da pele, em geral muito clara. Cerca de metade dos portadores de síndrome de Down sofre de cardiopatias congênitas. Mas os avanços da medicina na segunda metade do século XX dobraram sua expectitiva de vida de 25 para 50 anos e ela será ainda maior no caso da ausência de problemas cardíacos. Para a maioria, no entanto, o desejo - e o maior desafio - é ter uma vida mental e social satisfatória."

Autora : Ingelore Moeller , é etnolóloga, economista e jornalista especializada em medicina
Hamelin, Alemanha.
Tradução : Demétrio toledo
Revista de Psicologia, Psicanálise , Neurociências e Conhecimento : Viver
mentes & cérebro (2006 - p 26-31).